terça-feira, 2 de outubro de 2007

Muita vista e pouca visão...

Olá amada meia-dúzia de fiéis leitores!

Finalmente chega a chuva, trazendo alívio as desagradáveis marcas outrora deixadas pela estação anterior. Queira Deus que estes novos ventos, tragam alívio ao mais profundo de nossos corações, e que arrastem dele a secura e cegueira moral trazida por olhos que vêem mais insistem em não enxergar...
Vemos diariamente, em nossos televisores, jornalistas cheios de “notícias” sempre iguais... Principalmente quando se trata do nosso maior motivo de orgulho cívico: a nossa incorruptível política, politicagem, politicugem, policaria, polihisteria e seus incontáveis e pomposos derivados. Sempre apropriadamente trajados da mais fina linhagem, pois como diz o tão famoso ditado popular: “Não existe coisa feia, o que existe é coisa mal arrumada!”.
Pairando sobre essa esfera de “alegria social” e “orgulho pátrio”, observo com meus olhinhos estrábicos e míopes, porém muitíssimo atentos, o esforço coletivo frente a esta situação. Situação que me acompanha de berço! Porém correndo o risco de parecer nostálgico me lembro de outros tempos, em que um bando de rapazes e moças pintados como índios ou hulligans, irados como xiitas iam às ruas reivindicar o que hoje nem importa tanto... “Um pouco de vergonha na cara”.
No que concerne ao tema, pouco tenho a declarar. Pois a minha geração vê isso tudo como futilidade, e cheia de razão peida(sem querer, querendo) a justificativa que esse país está um bosta! Sentada frente aos seus macro-computadores, trocando relações pessoais, toques, cheiros, beijos e outros detalhes, pela fria e insensível relação virtual. E o pior que vejo uma infância que também está descrente em relação ao futuro do país, e nem mais sonha com heróis que venham voando no céu, com poderes magníficos mudando toda a situação!
Até aqui, posso ter sido mais um medíocre, ou mais um rebelde sem causa, como quiser. Acredito não ter apresentado nenhuma novidade. Acredito ter apresentado os nossos tão velhos problemas. Acredito na possibilidade de estar repetindo o que já foi ditos milhares de vezes...
Dias atrás pude assistir a um vídeo que se chama “Onde estão os caras?!”. Este vídeo me deixou um tanto inquieto... Perguntei a mim mesmo: será que um novo Gandhi ou um novo Che Guevara virão? Será que eles estão escondidos em algum lugar, esperando o momento certo?! Estariam eles sendo fabricados pela Globo? Seriam eles sido corrompidos pelo nosso querido Renan? E um medo cruel rompeu meu ser: Será que surgirão mesmo “novos caras”?!
Tempos atrás ouvi falar de um “cara” chamado Jesus Cristo. Gente boa, nem tão belo, nem tão querido, mais certo do seu ideal, e disposto a morrer por ele. Que falava sobre amor, sobre paz, e sobre justiça, sem nunca obrigar ninguém a crer... Somente não conseguia e nem podia se manter calado, pois sabia que mesmo que ninguém desse o devido valor, lá ele estaria, disposto a ser humilhado por seu ideal, e jamais ser reconhecido. Disposição... Isso importa?!
A física declara que o bater das asas de uma borboletinha aqui no Brasil, pode causar um tufão no Japão. Fenômenos em cadeia, como o “efeito-dominó”.
Você já pensou em bater suas asinhas?! Já pensou em sussurrar um gritinho de indignação?! Já pensou em “bater o pé”?! Já pensou no quanto retirar suas nádegas do assento poderia ajudar a melhorar a situação?!
“Mais se preferir, pode receber no conforto de seu lar” a tão sonhada liberdade, igualdade e fraternidade, sonhada e idealizada durante a revolução francesa.
Enquanto você lê esse texto, mais um deputado põe fugazmente nosso dinheiro lavado com “Omo progress” nos bolsos. Mais um pai de família pula o muro do vizinho pra “roubar” a galinha que vai alimentar seus filhos subnutridos. Mais um mendigo se embriaga pra tentar esquecer as aflições desta vida. Mais um transexual se vende, e se escraviza, para sobreviver. Mais um filho mata o próprio pai. Mais uma criança dorme com fome na sarjeta. Mais um adolescente colabora com o tráfico, por falta de alternativas. Mais uma menor de idade se prostituí pra sustentar a família. E mais uma pessoa de barriga cheia, frente a um computador, sentada em uma cadeira confortável, lê os fatos citados, pára por um minuto, pensa na tristeza das situações, e cheia de afazeres mais importantes, se levanta e diz pra si mesma ou pra quem mais tiver o desprazer de ouvir: Esse país está um bosta!



Um grande abraço,
Muito obrigado pela parcimônia,
Volte sempre!



Henrique Lemos



ps: Desculpem os possiveis erros gramáticais. Tive que dar folga a minha amada, bela, paciente, carinhosa, gênial, inspiradora... redatora, pois me faltam recursos para a devida remuneração.

domingo, 16 de setembro de 2007

Ela tem fé sobre todas as coisas...

Ele se preocupa com ela de forma sincera.
Ele quer que ela tenha confiança em sim mesma e confie nele. E que acredite. E que tenha fé, que BUSQUE!
Ela é forte e tem fé, tá bom? Embora não pareça...
Ela não tem medo de pedir desculpas à ele e fazer a sua parte.
Ela quer ser lembrada como alguém que sempre preocupou-se em se fazer mais presente. Às vezes ela só quer ser ouvida por Ele.
Ela gosta de liberdade e sonha em ter mais disciplina.
Ela não gosta quando a vida caminha manca,mas caminha...Porque ela sabe que se confiasse mais e deixasse as coisas acontecerem nos planos dele, a vida não caminharia tão mal das pernas.
Mas no fim...Ela sempre se arrepende porque o arrependimento existe. O perdão também. E não importa o que ela faça, se ela realmente se mostrar arrependida...Ele perdoa.
Ela confia MUITO nEle sim. Às vezes ela só está desanimada.
Ela quer que no final do dia possa conversar com Ele e agradecer por mais um dia, pedir pelo próximo...
Ele é muito bom com ela, mesmo ela ainda tendo uma visão tão errada das coisas.
Ela tem noção de que precisa Dele mesmo sabendo que não o merece, mas ela tem noção também de que Ele sem ela continua sendo Ele,mas que ela sem Ele não é ninguém!


ELA.




ps: Ela sempre esteve lá. Deus só me indicou um arco-íris que levou a um pote de ouro...
Muito obrigado!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Ideologia, idologia ou idiotologia ?!

É caro leitor... Para cada demente, sempre há um comprimido diferente. O triste é saber que a auto-medicação nem sempre funciona...
Há quem - carregado de hipocrisia, com certeza! - ainda pense que este é um mal exclusivo do catolicismo, Hinduísmo etc. Mal sabem que todos nós, consciente ou inconsciente, sofremos de algum (uns) desses males, obviamente alguns mais alienados e mentalmente desorganizados que outros. Dos males, posso até sugerir a possibilidade de que o catolicismo, tão atacado pelo protestantismo, seja dos males o menor. Tão piores são os que se disfarçam feito "transformistas". Os ditos "crentes", ou evangélicos que os digam!
Resolvi, correndo o risco de ser queimado pelos novos e "high-tecs" tribunais de inquisição, recorrer à bíblia... E preferencialmente a bíblia católica, isbn 85-05-01099, edição pastoral, publicada pelas Edições Paulinas, sugerindo a leitura de Jeremias 10, versículos de 1 a 5, onde o autor descreve os ídolos como "pedaços de pau cortado no mato...”, e com prata e ouro enfeitados e com pregos e martelo fixados para que não fiquem balançando... E vem à minha humilde consciência uma questão: Por que se ajoelham, enfeitam, e fazem pedidos a imagens de santos, deuses etc? Outro dia, ouvi um indivíduo mediocremente arrotar uma resposta um tanto banal, a qual afirmava que as imagens servem apenas como "lembranças" de alguém que fez coisas boas tempos atrás... Daí então me recordei das tantas fotos de pessoas queridas que tenho afixionadas na parede do meu quarto, que também me servem como fonte de boas lembranças, mais jamais me ajoelhei nem pedi coisa algumas às figuras que aparecem nas imagens, afinal seria isso incredulidade minha ao que está escrito no livro de Jeremias.
Frente a estas singelas contestações e questionamentos, novamente recordo-me dos quase medievais métodos de mercantilismo assumido por alguns amados irmãos que também se dizem cristãos. Tais como venda de rosas milagrosas que prometem casamento, chave das sete portas onde se prometem quebra de maldições, como as donas-mães-de-santo, ou ainda os "sãos das causas diversas". Não importando a forma do ídolo escolhido. Em todos os casos quem manda é o freguês, é claro...
Entristece-me mais ainda, imaginar que caso sugerisse a eles que fizessem como Jesus sugeriu ao jovem rico, que vendam tudo que tem e dêem aos pobres, que eles me esbofeteiem.
Um protestantismo que antes parecia se aproximar da perfeição religiosa, hoje parece o que mais se afasta se seus próprios princípios, e ainda se vê digno de atacar o tal catolicismo que tão mal das pernas tem andado, tropeçando a todo tempo em si próprio. Mas como já diria o grande Mahatma Gandhi, “um homem sem religião, é como um barco sem velas”... Talvez diante de toda a hipocrisia, heresia e similares, a religião ainda tenha seus pontos fortes e ainda seja de algum proveito. Porém é preciso cuidado ao escolher uma ou deixar de escolher alguma. Aquela que tropeça em seus preceitos talvez mereça crédito, mas aquela que tropeça naquilo que crê e em que se baseia merece uma atenção maior.

Um cordial abraço à todos os leitores. Henrique Lemos



Ps: Agradeço de forma carinhosamente especial à colega e amiga Larissa, provavelmente muito mais cristã que eu. Pois grandemente contribuiu com a correção gramátical do texto, suportando-me com inimedível atenção e parcimônia nesta ocasião e em demasiadas outras.

domingo, 2 de setembro de 2007

Ante-ontem tava tudo igual a amanhã ?!

Me prosto diante da história, onde alguém cheio de boas intenções, minhares de anos trás conseguiu controlar e manipular o fogo, mesmo fogo que anos depois destruíria centenas de hectares de flora e fauna. Posso imaginar a criação da primeira "roda", que hoje parte vital de nossos automóveis, que tem matados milhares de pessoas todos os anos. Também consigo abstrair em minha mente outro indíviduo que criou a primeira arma de fogo com a intenção de facilitar a caça de animais para o seu próprio sustento. Seriamos nós, inconcientemente condicionados a causar desgraças?! Seria mais viável nos auto-flágelarmos diariamente por estas coisas?! Seria moralmente sustentável imaginar que a retrogacidade da tão sonhada sociedade alternativa de Raul Seixas e Paulo Coelho nós daria uma vida melhor?! O mais óbvio talvez seja imaginar que somos apenas peças de um jogo a qual não temos voz-ativa... apesar de meu coração pender a parar diante disso! As antigas idéias pouco a pouco vão sendo deixadas pra trás... e oque vemos é a evolução?! As novas atitudes são vistas diariamente pela TV com muita indignação por que ainda tem coração, e sinceramente me entristesse muito ouvir com amargo saudosismo as histórias de outrora contadas por meus antepassados, onde as leis era escassam, mais a moral, respeito e caráter estavam sempre em alta!

Bem... espero que este seja o primeiro de muitos... se Deus quiser!

Abração!