quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Ideologia, idologia ou idiotologia ?!

É caro leitor... Para cada demente, sempre há um comprimido diferente. O triste é saber que a auto-medicação nem sempre funciona...
Há quem - carregado de hipocrisia, com certeza! - ainda pense que este é um mal exclusivo do catolicismo, Hinduísmo etc. Mal sabem que todos nós, consciente ou inconsciente, sofremos de algum (uns) desses males, obviamente alguns mais alienados e mentalmente desorganizados que outros. Dos males, posso até sugerir a possibilidade de que o catolicismo, tão atacado pelo protestantismo, seja dos males o menor. Tão piores são os que se disfarçam feito "transformistas". Os ditos "crentes", ou evangélicos que os digam!
Resolvi, correndo o risco de ser queimado pelos novos e "high-tecs" tribunais de inquisição, recorrer à bíblia... E preferencialmente a bíblia católica, isbn 85-05-01099, edição pastoral, publicada pelas Edições Paulinas, sugerindo a leitura de Jeremias 10, versículos de 1 a 5, onde o autor descreve os ídolos como "pedaços de pau cortado no mato...”, e com prata e ouro enfeitados e com pregos e martelo fixados para que não fiquem balançando... E vem à minha humilde consciência uma questão: Por que se ajoelham, enfeitam, e fazem pedidos a imagens de santos, deuses etc? Outro dia, ouvi um indivíduo mediocremente arrotar uma resposta um tanto banal, a qual afirmava que as imagens servem apenas como "lembranças" de alguém que fez coisas boas tempos atrás... Daí então me recordei das tantas fotos de pessoas queridas que tenho afixionadas na parede do meu quarto, que também me servem como fonte de boas lembranças, mais jamais me ajoelhei nem pedi coisa algumas às figuras que aparecem nas imagens, afinal seria isso incredulidade minha ao que está escrito no livro de Jeremias.
Frente a estas singelas contestações e questionamentos, novamente recordo-me dos quase medievais métodos de mercantilismo assumido por alguns amados irmãos que também se dizem cristãos. Tais como venda de rosas milagrosas que prometem casamento, chave das sete portas onde se prometem quebra de maldições, como as donas-mães-de-santo, ou ainda os "sãos das causas diversas". Não importando a forma do ídolo escolhido. Em todos os casos quem manda é o freguês, é claro...
Entristece-me mais ainda, imaginar que caso sugerisse a eles que fizessem como Jesus sugeriu ao jovem rico, que vendam tudo que tem e dêem aos pobres, que eles me esbofeteiem.
Um protestantismo que antes parecia se aproximar da perfeição religiosa, hoje parece o que mais se afasta se seus próprios princípios, e ainda se vê digno de atacar o tal catolicismo que tão mal das pernas tem andado, tropeçando a todo tempo em si próprio. Mas como já diria o grande Mahatma Gandhi, “um homem sem religião, é como um barco sem velas”... Talvez diante de toda a hipocrisia, heresia e similares, a religião ainda tenha seus pontos fortes e ainda seja de algum proveito. Porém é preciso cuidado ao escolher uma ou deixar de escolher alguma. Aquela que tropeça em seus preceitos talvez mereça crédito, mas aquela que tropeça naquilo que crê e em que se baseia merece uma atenção maior.

Um cordial abraço à todos os leitores. Henrique Lemos



Ps: Agradeço de forma carinhosamente especial à colega e amiga Larissa, provavelmente muito mais cristã que eu. Pois grandemente contribuiu com a correção gramátical do texto, suportando-me com inimedível atenção e parcimônia nesta ocasião e em demasiadas outras.

domingo, 2 de setembro de 2007

Ante-ontem tava tudo igual a amanhã ?!

Me prosto diante da história, onde alguém cheio de boas intenções, minhares de anos trás conseguiu controlar e manipular o fogo, mesmo fogo que anos depois destruíria centenas de hectares de flora e fauna. Posso imaginar a criação da primeira "roda", que hoje parte vital de nossos automóveis, que tem matados milhares de pessoas todos os anos. Também consigo abstrair em minha mente outro indíviduo que criou a primeira arma de fogo com a intenção de facilitar a caça de animais para o seu próprio sustento. Seriamos nós, inconcientemente condicionados a causar desgraças?! Seria mais viável nos auto-flágelarmos diariamente por estas coisas?! Seria moralmente sustentável imaginar que a retrogacidade da tão sonhada sociedade alternativa de Raul Seixas e Paulo Coelho nós daria uma vida melhor?! O mais óbvio talvez seja imaginar que somos apenas peças de um jogo a qual não temos voz-ativa... apesar de meu coração pender a parar diante disso! As antigas idéias pouco a pouco vão sendo deixadas pra trás... e oque vemos é a evolução?! As novas atitudes são vistas diariamente pela TV com muita indignação por que ainda tem coração, e sinceramente me entristesse muito ouvir com amargo saudosismo as histórias de outrora contadas por meus antepassados, onde as leis era escassam, mais a moral, respeito e caráter estavam sempre em alta!

Bem... espero que este seja o primeiro de muitos... se Deus quiser!

Abração!